é madrugada de segunda, três e dezessete da manhã. a cidade está silenciosa, a não ser por uma música que ainda toca em uma noitada há uns quilômetros de distância daqui.
desde que você se foi, eu não consigo dormir bem. quatro da manhã às vezes é cedo pra mim. tomei alguns remédios pra dormir por alguns dias, mas tive medo de me tornar dependente deles, então eu parei. de dependente basta ser de você.
não gosto de te comparar a uma droga, mas não é totalmente errado. tu veio quando eu mais precisei, e quando decidi me entregar, se infiltrou em minhas veias, chegou até meu cérebro na maior velocidade, me fazendo apaixonar por teu sorriso e suas covinhas que apareciam junto dele.
tu sempre me trouxe as melhores das sensações. euforia, prazer, alegria. me fez sentir amada como nunca antes havia, até o fim.
eu, que nunca coloquei nem um cigarro na boca, sei como é horrível quando o efeito alucinógeno de uma droga acaba.
sei como é destruidora a sensação de derrota por não poder ter aquilo que tanto se quer em suas mãos.
sei como é querer tanto algo, não poder ter e não se conformar com isso.
sei como é fazer de tudo para preencher aquele vazio atormentador, mesmo sabendo que nada poderia substituir a causa da minha dor.
aonde eu quero chegar?
desde que você se foi, eu desaprendi a dormir e eu sinto muita falta de dormir bem.
e eu só dormia bem porque você estava aqui. você era o meu remédio pra dormir, era o que me deixava feliz, era o que me dava a paz necessária pra fechar os olhos e encarar a noite antes de mais um dia monótono.
meu alívio era saber que no final de cada um desses dias eu teria você pra me abraçar.
a insônia é porque falta você, os choros na calada da noite também. eu ouço essa música tocando de longe e imagino as pessoas lá, usando suas drogas, dançando, beijando três ou quatro bocas, fugindo de suas realidades; e tudo o que eu queria era você dividindo o colchão comigo.
de repente pensar se torna cansativo demais. talvez seja o sono finalmente chegando. e, nesse momento, eu já não sei de muita coisa…
eu só sei que na vida eu tenho duas certezas. primeira: eu vou morrer, você vai morrer, todo mundo vai morrer. segunda: não vai existir nada nesse mundo que me vicie tanto quanto você.
(via redatora)
não é amor se você passa noites e noites chorando.
não é amor se você não consegue se reconhecer mais.
não é amor se ele te faz se sentir insuficiente.
não é amor se ele te faz se sentir desconfortável na sua própria pele.
não é amor se tem obsessão (duas palavras que nunca darão certo juntas).
não é amor se você deixa de viver por você para viver única e exclusivamente para ele.
não é amor, pequena, se te faz ter vontade de sumir.
amor é quando a pessoa te aceita do jeito que tu é e acolhe cada caco, cada pedaço como se fosse a coisa mais preciosa do mundo. amor é quando a pessoa te ajuda a melhorar a cada dia e te entende pelo olhar, afinal a conexão de vocês já é coisa de alma. amor é quando tu sabe que pode ligar as 4h da manhã, mesmo sabendo que ele acorda às seis porque está com medo e ele é a única pessoa capaz de te fazer se sentir segura. amor é quando é cais em meio a furacão, quando é socorro em meio a um naufrágio, é refúgio em dias perigosos. pode haver dor em algum momento, pode haver lágrimas, pode haver dias em que seu cais acaba cedendo. mas se o abrigo se torna o perigo, tu sabe, pequena.
é hora de partir.
Ana Flávia Castro.
(via redatora)
“Não sei…Não gosto muito de escolher…”
Passado, Presente e Futuro. Tentando controlar o incontrolável - pelo menos não ainda - o Homem dá nome às partes que dividiu o Tempo.
Tempo, sensação ou coisa? Entidade ou Imaginação?
Dinheiro, necessário ou futilidade? Importante ou ordinário?
Religião, esperança ou fuga? Conciliadora ou rivalizadora?
Ciência, fatos ou especulações? Inabalável ou destrutiva?
Vida, Dádiva ou maldição? Condição ou estado?
Morte, Dádiva ou maldição? Certeza ou evitável?
Nada disso importa, pois eu não sei…não gosto muito de escolher….
As estrelas. Elas olham pra mim e me julgam. Julgam minha ínfima existência nesse universo. Por que elas me olham assim? São apenas reflexos de um tempo já passado, mas que insistem em brilhar no tempo presente e atormentar minha indecisa mente.
Tempo futuro, guardião da esperança que sopra silencioso por entre as pequenas frestas entre as portas que lacram tudo aquilo que posso ser. Por que elas não se abrem? Por que não deixam meus sonhos passarem? Será culpa do meu presente estado?
Não! Eu culpo as estrelas! Sim, a culpa é das estrelas! Elas brilham, ah, sim, como brilham, iluminando meus erros de um tempo que era pra ser esquecido. Ora, não isso o que todos dizem? Mas elas insistem em brilhar, em olhar pra mim e me castigar com tudo aquilo que eu não consigo nem lembrar.
Oh, como eu odeio as estrelas! Mas…na ausência de luz…escuridão.
Escuridão, guardião do medo que enraiza-se pequeno desde o começo, e cresce grotesco dentro nós mesmos, alimentado pelos tempos passados, presentes e futuros.
Aah Indecisão! A rainha que comanda os exércitos que tanto se esforçam pra segurarem as portas. Junto de seu rei, o Medo, estrangula todos os tempos e fazem um só.
Então, aqui estou, preso entre passado, presente e futuro, sob o olhar das estrelas e sem destino, pois não há direção.
Mas nada disso importa, pois eu não sei…não gosto muito de escolher….
Elas brilham…e não adianta esperar, pois quando uma se esvai outra ascende e junta-se a me julgar.
Elas brilham…por que são tão bonitas? Devem estar rindo de mim enquanto me enlouqueço tentando escapar.
Elas estão…estão…Sim! Estão sumindo! Estão morrendo, mas não surge outras para substitui-las. Será que ficarei livre de seus olhares? Será que finalmente me livrarei de meu tormento?
Elas continuam sumindo…mas…o que é isso? Sinto um vazio crescendo e consumindo…não o céu, mas a mim mesmo. Não deveria ser de outro jeito? Eu deveria estar feliz, certo? Mas…
O céu está morrendo. As estrelas apagam-se e cada vez menos olhares voltam-se a mim. Agora,assim, eu tenho o mundo oferecendo sua infinidade mim…mas as portas….elas não se abrem….por que não se abrem?
A última estrela está prestes a morrer. Agora que somos só ela e eu, não posso deixar de retribui o olhar. Por que tão bonita e tão destrutiva ao mesmo tempo? Oh, mas não importa, ela logo se irá e o nada reinará.
O céu parece ter morrido. A escuridão domina o universo enquanto o vazio me consume. Eu quero sair! Mas as portas não se abrem! Por que elas não se abrem?
Nada…o nada eterno. Parece que é isso que me espera. Engraçado…nesse infinito vazio, ainda há uma estrela brilhando, porém fraca no horizonte, como se para ter certeza de que meu castigo será sempre lembrado.
Tudo bem. Começo a me apegar a companhia dela. No meio deste limbo ela me acompanha. Será que estrelas também são castigadas? “Ohh querida estrelinha! Você não brilhou como devia e por isso está condenada à eternidade com este humano!”. Suponho que não…
Por que ela ainda brilha? Irônico que no meio de toda essa escuridão a única que me mantém iluminado seja ela. Talvez eu deva fazê-la companhia. Já dividimos o mesmo castigo. O mesmo nada. Que mal terá?
Conforme me aproximo dela, seu brilho diminui e a angústia aperta meu peito, fazendo com que o vazio me consuma ainda mais forte. Mas eu preciso chegar a ela…
Eu sei que estou perto. Eu a sinto me chamando, mas a cada passo algo me deixa. Alegria, dor, angústia, raiva, tristeza, insegurança, destreza, excitação, euforia, vergonha, timidez, amor, paixão, ódio, paz, medo…Não sinto nada. A cada centímetro mais próximo dela minhas emoções morrem e apenas o vazio, o nada parece prevalecer.
Finalmente. Aqui está. Achei que estrelas fossem pura energia e de tamanhos gigantescos. Mas está é uma esfera. Fria. Um espelho? Vejo meu reflexo, mas estou diferente, como se fosse outros tempos. Não.Tem algo dentro dela….Devo….tocá-la.
…
Eu sinto algo….algo dentro de mim….crescendo…gritando comigo…querendo me acordar…já senti isso antes…os humanos dependem dela…qual é seu nome? Me diga, eu lhe imploro! Qual é seu nome?
…
“Esperança…”
…
“Meu nome é Esperança.”
-Espe…o que? Como….
“Seu mundo como o conhece não existe mais. Passado, Presente e Futuro não existem mais. Você começou e só você pode terminar.”
-O que isso quer dizer? Que morri? E que nome é esse? Está mais pra…
“Sua alma foi despedaçada e com isso seu tempo pausado. Sem fluxo as portas perdem sua função e se fecham e o nada eterno o amaldiçoa corroendo os restos de sua essência, pintando o céu de preto. O vazio torna-se,então, o eco de o que uma vez fora uma alma. “
“No entanto, há o alento final. Todo o peso do universo recai sobre o espírito e apenas um finíssimo fio sustenta sua integridade. O ultimo dos sentimentos é aquele que refletiu a existência, como a força maior que superava o tempo passado, prevalecia no tempo presente e abria as portas para o tempo futuro.”
“Sua alma vive, porque eu sou seu maior e prevalecente sentimento. Sua alma vive, pois sou a última estrela de seu céu. Sua alma vive, pois ,na escuridão esterna ,você acreditou em mim o tempo todo.”
“Eu sou Esperança, e você passou pelo teste.”
…
…
Estranho…não me lembro de ter adormecido….
Wow! Como o céu está lindo hoje! Tantas estrelas! E como brilham! Parece olharem para mim…eu quero, abraça-las? Eu sei que isso é impossível…mas….nunca me senti tão bem e tão completo só por olhar o céu estrelado.
Sinto saudades….mas de quê?
Enquanto uma lágrima corria pelo meu rosto, eu sabia….não precisava mais temer…quando chegar a hora, ficarei feliz em escolher.
11|18|2015 1:15am (via -hang-loose-)
My feels ATM
(via the-homie-sexual)
To whomever loves me
(via yxng-pvpi)
(via lonelythoghts)
Hoje eu vi uma situação que me fez perceber melhor umas coisas…
Cada um de nós é único…características, jeitos, pensamentos, gostos, crenças,etc. Porém, somos influenciados pelas pessoas que nos cercam, que admiramos, que amamos…as vezes queremos ser mais como elas, ou apenas compartilhar algo com elas, porque nos sentimos bem junto delas.
Mas, existem as diferenças…e é ai que a coisa pega…nem todos estão dispostos a aceita-las e as chamam de “defeitos”…chega a um ponto em que consideramos a frase “todos temos pequenos defeitos” como normal. Só que, já parou pra pensar como isso é errado? Se a pessoa tem uma característica que a faz diferente das outras, isso não a torna “errada” e nem “certa”, ela simplesmente é assim.
Entretanto, algumas vezes, esses “jeitos” podem machucar…e aí é outro ponto complicado, porque depende de muitos fatores, por exemplo, se foi intencional tem que haver o pedido de desculpas e a compreensão do outro; se não intencional, cabe a ambas as partes chegarem a um consenso.
O fato é que poucas são as pessoas que vão nos aceitar por quem nós somos E AINDA nos influenciar a sermos melhores. São essas pessoas a quem devemos dar valor.